REI DE ROMA
por Igor Bispo
por Igor Bispo
Francesco Totti é um tipo de jogador que se destaca por sua técnica apurada, capacidade de criar jogadas e fazer gols. Um craque! Mas seu diferencial é jogar durante toda a carreira por um único clube.
Talvez seja fácil jogar toda sua carreira em um Barcelona, Real Madrid ou Manchester United, onde sempre haverá possibilidade de conquistar títulos, recordes e prestígio.
Mas Totti é diferente. Jogar toda sua carreira em um único clube que nem sempre te dará a possibilidade de ser campeão, de fazer grandes contratos e de ganhar inúmeros patrocinadores.
A Roma é um time de grande tradição no futebol mundial, mas não tem a mesma quantidade de títulos de um Real Madrid ou Milan (maiores campeões europeus) ou a hegemonia atual de um Barcelona.
Mas nada disso importa. Totti joga na Roma. A maior, a melhor, a mais bela equipe de todo mundo.
E por falta de oportunidades não foi. Por duas vezes Totti recebeu proposta milionária do Real Madrid para ser mais um craque a jogar com a 'La Blanca'.
Mas Totti não é "mais um". Totti escolheu ficar onde era feliz. Não que não seria capaz de ser feliz na Espanha, já que futebol para isso ele tem e jogaria com grandes craques. Mas lhe faltaria algo. Abriu mão de tudo para ficar. Não deve ter sido uma decisão fácil ou sábia. Mas ficou. E fez história.
Pode ser que a Roma não proporcione a Totti ser várias vezes campeão ou disputar a bola de Ouro. Isso não é culpa da Roma e sim de seus cartolas e sua má administração. Mas isso não vem ao caso. A Roma é maior que tudo isso. E a paixão de Totti por esse clube também.
Chegou ao time da capital em 1989 para jogar nas categorias de base do clube e em 1993 teve sua estreia como profissional. São vinte e três anos de Roma. De alegrias e tristezas. De compromisso com o amor a camisa e o prazer de jogar pelo clube que ama. Isso é para poucos. Totti já amava a Roma antes de ser jogador do clube.
E isso é mais importante do que qualquer título, do que qualquer contrato milionário.
Por falar em títulos, Totti só tem três pela Roma: Campeonato Italiano de 2000–01; Supercopa da Itália: 2001, 2007; Copa da Itália: 2006–07, 2007–08.
Mas esses títulos têm um peso tão grande quanto o título mundial de 2006 conquistado por ele com a Itália. Exagero? Talvez sim, mas o prazer de ser campeão pelo clube do coração é, sem dúvida, tão importante quanto uma Copa.
Totti é aquele tipo de jogador que todos gostam de ver. Isso ganha ênfase quando olhamos sua história na Roma. Se falarmos na Roma pensamos em Totti.
Mesmo com toda sua história na Roma, o camisa dez chegou a amargar o banco de reservas. Totti não tem que ser titular só por ser Totti e não pode ser reserva só por sua idade. Totti tem que ser titular porque é diferente, impõe respeito ao adversário, coisa que nenhum outro jogador da Roma é capaz de fazer atualmente. O respeito que ele impõe é devido à sua história na Roma e no futebol. E é estranho ligar a televisão e não ter Totti em campo.
Totti chorou por ser banco. Mas quis provar ao seu treinador que ele estava errado ao desrespeitar a história dessa lenda.
Prova disso foi em um jogo contra o Real Madrid, ao entrar nos minutos finais, Totti foi aplaudido de pé pela torcida merengue. Sinal de respeito e de referência à sua história no futebol. A torcida sabia que Totti é diferente. A torcida do Madrid ja havia aplaudido outros jogadores em outras oportunidades. Mas fizeram isso pelo o que eles tinham feito durante o jogo. Totti foi aplaudido por tudo o que tinha feito em mais de vinte anos e Roma, por seu amor ao clube e por ser um jogador raro.
É uma pena Totti não ser interminável. É do tipo de jogador que não deveria de aposentar nunca. É uma lenda. É Totti.
E sorte da Roma em ter durante tanto tempo em sua história um jogador como ele: raro no futebol e na vida. Ele ensinou muito. Ele é exemplo.
Precisamos de mais “Totti's” no futebol que joguem por amor ao clube. Isso está acima de qualquer proposta milionária e de qualquer status dado àqueles que só querem jogar onde se paga mais.
Viva Roma, viva Totti, viva a história.
Totti é aquele tipo de jogador que todos gostam de ver. Isso ganha ênfase quando olhamos sua história na Roma. Se falarmos na Roma pensamos em Totti.
Mesmo com toda sua história na Roma, o camisa dez chegou a amargar o banco de reservas. Totti não tem que ser titular só por ser Totti e não pode ser reserva só por sua idade. Totti tem que ser titular porque é diferente, impõe respeito ao adversário, coisa que nenhum outro jogador da Roma é capaz de fazer atualmente. O respeito que ele impõe é devido à sua história na Roma e no futebol. E é estranho ligar a televisão e não ter Totti em campo.
Totti chorou por ser banco. Mas quis provar ao seu treinador que ele estava errado ao desrespeitar a história dessa lenda.
Prova disso foi em um jogo contra o Real Madrid, ao entrar nos minutos finais, Totti foi aplaudido de pé pela torcida merengue. Sinal de respeito e de referência à sua história no futebol. A torcida sabia que Totti é diferente. A torcida do Madrid ja havia aplaudido outros jogadores em outras oportunidades. Mas fizeram isso pelo o que eles tinham feito durante o jogo. Totti foi aplaudido por tudo o que tinha feito em mais de vinte anos e Roma, por seu amor ao clube e por ser um jogador raro.
É uma pena Totti não ser interminável. É do tipo de jogador que não deveria de aposentar nunca. É uma lenda. É Totti.
E sorte da Roma em ter durante tanto tempo em sua história um jogador como ele: raro no futebol e na vida. Ele ensinou muito. Ele é exemplo.
Precisamos de mais “Totti's” no futebol que joguem por amor ao clube. Isso está acima de qualquer proposta milionária e de qualquer status dado àqueles que só querem jogar onde se paga mais.
Viva Roma, viva Totti, viva a história.

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