quinta-feira, 12 de maio de 2016

TRADIÇÃO Á MILANESA


TRADIÇÃO Á MILANESA
Por Igor Bispo
Dida, Cafu, Nesta, Maldini e Serginho; Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká; Shevchenko e Inzaghi. Esse era o último grande time do Milan que deu alegrias á sua torcida e marcou uma era de muitos títulos e glorias.
O Milan, considerado um dos principais clubes de futebol de todos os tempos, sempre configurou no cenário mundial disputando títulos e em conter os principais craques em seu elenco. Mas, infelizmente, não é isso que vemos nos dias de hoje. Seu elenco é bem diferente da década passada, e não contem nomes de grande expressão como os citados acima.
Além de grandes craques, o Milan sempre teve a fama de ter umas das melhores defesas do mundo, representados por Cesare Maldini e depois Baresi. Logo depois tivemos uma dupla que era sinônimo de conquistas: Nesta e Paolo Maldini. Titulares durante anos, tanto na seleção italiana quanto no clube rossonero de Milão. Na verdade o sistema defensivo todo sempre foi o seu forte, pois além dos zagueiros que mencionamos, toda ajuda defensiva também vinha de Cafu, Serginho e principalmente o estrambelhado Gattuso.
Sabemos que não é de hoje que o futebol italiano, de um modo geral, vive um momento de crise, diferentemente do que se via antes, com seus grandes clubes dominando as principais competições europeias. Isso não é exclusividade do Milan. Com exceção da Juventus, que hoje tem sua hegemonia no Calcio e recentemente disputou a final da Champions League contra o Barcelona, seus rivais Roma e Internazionale também vivem em situação ao clube rossonero: não possuem grandes craques e não estão na primeira prateleira do futebol europeu atual.
Com todo respeito aos atuais jogadores do Milan, mas pra quem tinha em seu passado recente Kaká, Shevchenko, Pirlo e Seedorf, hoje não possui jogadores capazes de dar continuidade a era de glórias do clube e de encher os olhos de sua torcida. Não há a possibilidade de compara-los com os jogadores que fizeram parte da última era de títulos do rubro negro de Milão.
Isso porque não estamos levando em consideração outros grandes nomes que vestiram a camisa rossonera e que fizeram parte de outros períodos vitoriosos, como George Weah, Frank Rijhaard, Gullit, van Basten, Bierhoff, Roberto Baggio, e até Ronaldo, Beckham e Ibrahimovic. Sem nos esquecermos de Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, que tiveram uma passagem apagada pelo clube, mas que não deixaram de serem contratações de peso em suas épocas.
Um fato positivo a ser considerado atualmente é a valorização de jovens promessas – sendo por falta de opção ou não – que cada vez mais ganham espaço no elenco. O goleiro Donnarumma tem apenas dezessete anos e já é considerado titular. Outros exemplos são o zagueiro Romagnoli de vinte e um anos; o lateral De Siglio, de vinte e três; o meio campista Mauri de dezenove e o atacante Niang de vinte e um anos. Mas não se pode depositar toda esperança de uma redenção do clube em jovens promessas. Eles precisam jogar ao lado de grandes jogadores que os ajudem a entender o que é jogar em um clube grande como o Milan.
Não estamos aqui questionando a grandeza do Milan e sim lamentando sua atual situação e o fato de não estar entre os principais clubes da atualidade. É inquestionável toda a tradição do clube, marcada por grandes títulos e o quanto é grande o peso de sua camisa, e talvez esse seja o ponto: o Milan precisa ter jogadores que saibam desse peso e que possam honrar a camisa rossonera. E sua torcida, tão acostumada a comemorar títulos, possa novamente a ter orgulho do seu clube e a ver o Milan no pedestal do futebol mundial.
História é só para quem tem. É para poucos, e isso o Milan tem de sobra

Nenhum comentário: